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No final da década de 50, muito nikkeis começaram a migrar do interior com a finalidade de estudar nas capitais. Surgiram então os primeiros descendentes de japoneses graduados em universidades e, consequentemente, o aumento da participação nikkei na sociedade brasileira.

Os japoneses radicados no Brasil não ficaram alheios a estas transformações. Os jovens nikkeis iniciavam a conquista de seu espaço. Então, por que não enviá-los ao Japão através de um programa de intercâmbio cultural? Foi essa ideia que um grupo de japoneses teve em São Paulo.

Em 1958, durante uma visita ao Brasil por ocasião das comemorações do 50º aniversário da Imigração Japonesa no Brasil, o governador de Okayama, Yukiharu Miki, recebeu esta ideia com muito interesse. Partiu então do próprio governador a proposta de instituir um sistema de bolsas de estudo custeado pela província</strong>. Decorridos três anos, este sistema de bolsas foi estendido a outras províncias do Japão. Não fosse esta iniciativa, talvez a Bolsa Kenpi Ryugaku jamais tivesse existido. 

Esta bolsa é de âmbito internacional, onde além do Brasil, quase todos os países da América onde existem colônias japonesas (Peru, Paraguai, Argentina, Uruguai, México, Bolívia, Canadá e Estados Unidos) podem participar.

Inicialmente, o Governo Japonês, através de cotas do orçamento anual do Ministério das Relações Exteriores (Gaimusho) e do Ministério da Educação e Cultura (Monbukagakusho), subsidiava esta bolsa de estudo. A complementação do custo da bolsa era feita pelo Governo da Província que recebe o bolsista. Cada província é livre para aumentar o número de bolsistas, desde que arque com os custos adicionais. Hoje, as bolsas são totalmente financiadas pelo Governo da Província.

Esta modalidade de bolsa proporciona estudos e pesquisas em universidades do Japão aos descendentes de japoneses formados em curso superior. O principal objetivo é a formação de cidadãos brasileiros que tenham condições de implantar novas raízes no desenvolvimento econômico, tecnológico e cultural do país e, consequentemente o fortalecimento dos laços de amizade entre os dois países. 

 

Pré-requisitos

- Formação superior

- Nacionalidade brasileira

- Na maioria dos casos exige-se a ascendência da província

- Domínio da língua japonesa

- Idade até 30 anos

- Ser preferencialmente solteiro

- Geralmente exige-se participação no Kenjinkai

 

Condições oferecidas

- Passagem de ida e volta, conforme orçamento de cada província

- Ajuda de custo: bolsa auxílio com valores entre ¥100.000 e ¥200.000 mensais

- Duração de 12 meses (ano letivo: abril a março)

- Classificação na universidade como aluno pesquisador (kenkyusei), ou aluno ouvinte (chokosei)

- Seguro saúde

- Alojamento

 

Inscrições e seleção

As inscrições deverão ser realizadas junto a respectiva Associação de Província no Brasil (Kenjinkai). Via de regra, as inscrições são no início do mês de julho, porém variam de acordo com a província. A seleção geralmente é realizada através de prova escrita em japonês e de conhecimentos gerais, leitura de textos e entrevista em japonês. Este processo de seleção geralmente ocorre em meados do mês de setembro.

 

Informações

Na respectiva Associação de Província (Kenjinkai)